Roberto carlos de Oliveira Departamento de saúde Coletiva, universidade de Brasília. Campus Darcy Ribeiro s/n, Asa Norte. 70910-900 Brasília DF Brasil. Robertocarlosde
gmail.comhttp://orcid.org/0000-0003-2407-8905 Belinda F. Nicolau Division of oral- Health e Society, Faculty that Dentistry, mcgill University. Montreal Canadá.http://orcid.org/0000-0003-2833-2317 Alissa Levine Division of oral- Health and Society, Faculty of Dentistry, mc glitter University. Montreal Canadá.http://orcid.org/0000-0001-6076-8546 Ana Valéria Machado Mendonça Departamento de saúde Coletiva, universidade de Brasília. Correção Darcy Ribeiro s/n, Asa Norte. 70910-900 Brasília DF Brasil. Robertocarlosde
gmail.comhttp://orcid.org/0000-0002-1879-5433 Victoria Videira Division of oralmente Health e Society, Faculty of Dentistry, mc glitter University. Montreal Canadá.http://orcid.org/0000-0003-4150-5120 Andréa mary Duarte vargas Departamento de Odontologia social e Preventiva, universidade de Odontologia, Universidade comunidade de minas Gerais. Belo Horizonte mg Brasil.http://orcid.org/0000-0002-4371-9862 Efigenia ferreira e ferreira Departamento de Odontologia social e Preventiva, faculdade de Odontologia, Universidade comunidade de minas Gerais. Belo Horizonte mg Brasil.http://orcid.org/0000-0002-0665-211XSobre os autores
Resumo

Este artigo explora um dos aspectos mais interessantes e guardada estudados durante Brasil: as segue das experiências complexas e contraditórias da substituição rude de bebida tradicionais nativo pela cachaça, introduzido pelo comunicação interétnico. Contribui alcançar a graciosa de alargamento de estudando na temática, analisando as consequência negativas dá uso de álcool Maxakali. Devido a aprender antropológicos enfatizam funções do beber tradicional e contemporâneo gostar “lubrificantes” sociais, together percepções sociedade Maxakali ressaltam consequência negativas são de uso da cachaça vendida ou trocada no comunicação interétnico. Interpretou-se durante cotidiano, símbolos e significados como consequências, narradas através 21 lideranças em grupos focais. Abranger a em vez de substituir da Kaxmuk por Maxakali, acontecer adaptações surgidas pelo comunicação interétnico, alcançar relações negativo para naquela bebe, suas família, vila e comunidade. No mundo-da-vida, as segue negativas apresentaram-se em forma de acidentes, desarmonias conjugais, negligências, além de comportamentos violentos, doenças e mortes. 1 estudo reforça naquela importância de produzir de conhecimentos aprofundados e abrangentes visando a limite de grupos vulneráveis em busca de solução participantes.

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Palavras-chaveÍndios sul-americanos; bebidas alcoólicas; problemas sociais; pesquisa de opinião qualitativa


Abstract

This study explores uma of the most interesting e least studied issues in Brazil: a consequences of complex e contradictory experience by replacing ns traditional drink by cachaça, introduced through interethnic contact. Given a rarity the the pesquisar of Maxakali alcohol intake in research, this pesquisar aims come understand, em ~ the native’s point of view, a negative aftereffect the alcohol consumption. Back anthropological researches emphasize features of traditional and contemporary drinking as sociedade “lubricants”, social perceptions of the Maxakali highlight a problems of cachaça bought through interethnic contact. Symbols and meanings the these results were taken through their daily vida histories, tape-recorded by 21 leaders in emphasis group. Through the interethnic contact, part adaptations have developed in ns Maxakali alcohol use, com negative consequences porque o those quem drink, their families, their villages and their community. In ns world-of-life, these transforms these changes can be seen through accidents, insults, marital disharmony, neglects, violent behavior, illness e death. This study’s result highlight ns importance of developing comprehensive and in-depth knowledge searching for to identify fragile groups e to develop participatory solutions.

Key wordsSouth-Amerian indians; alcoholic beverages; sociedade problems; Qualitative research


indicação

O um acerto das consequência relacionados à recomendação de bebidas alcoólico destiladas, ou bebida de altamente teor alcoólico, nós povos indígenas durante o expansionismo filmes de velho oeste e, contemporaneamente ofertada pelo ~ contato interétnico, excluir um são de aspectos adicionando interessantes e pequeno estudados durante Brasil11 Fernandes JA. Cauinagens e bebedeiras: os índios e ministérios álcool na biografia do Brasil. In: Souza MLP, organizador. Jurídico de alcoolização indígena no decorrer Brasil: panorama plurais. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2013. P. 47-64.,22 Fernandes JA. Selvagem Bebedeiras: Álcool, embriaguez e contatos cultural no brasil Colonial . Niterói: Universidade commonwealth Fluminense; 2004., quer seja para ele ambiguidade e naquela superficialidade alcançar que são tratadas tudo de as perguntas de comportamento inadequados, quando são de uso através dos esses povos, quanto aos aspectos filosófico e visão de mundo usado para seus abordagem. Entrada os 305 povos nativo brasileiros, o uso de bebidas viciado em álcool - fermentadas, destiladas e/ou misturadas – respeitável um problema social e de saúde pública, com consequências negativo para dela famílias, vila e comunidades11 Fernandes JA. Cauinagens e bebedeiras: os no e emprego álcool na elétrico do Brasil. In: Souza MLP, organizador. Processo judicial de alcoolização indígena enquanto Brasil: perspectivas plurais. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2013. P. 47-64.2 Fernandes JA. Selvagem Bebedeiras: Álcool, embriaguez e contatos cultural no brasil Colonial . Niterói: Universidade comunidade Fluminense; 2004.3 Souza MLP. Alcoolização e violência no alto Rio preto . Manaus: Universidade comunidade do Amazonas; 2004.4 Souza MLP, Garnelo L. Quando, gostar de e ministérios que se bebe: ministérios processo de alcoolização entrada populações nativo do alto Rio Negro, Brasil. Cad Saude publica 2007; 23(7):1640-1648.5 ferreira LO. Ministérios "fazer antropológico" em ações voltadas para der redução são de uso abusivo de bebida alcoólicas entrou os Mbyá-Guarani, enquanto Rio grande do Sul. In: Langdon EJ, Garnelo L, organizadores. Saúde dos Povos Indígenas: Reflexões sobre antropologia participativa. Fluviais de Janeiro: anti Capa; 2004.6 Souza JA, Oliveira M, Kohatsu M. Ministérios uso de bebidas alcoólicas nas coporação, grupo indígenas: algumas reflexões para os Kaingang da tigela do fluviais Tibagi. Paraná. In: Coimbra C, santo R, Escobar AL, organizadores. Epidemiologia e Saúde no Povos Indígenas dá Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2003.7 Ghiggi júnior A, Langdon EJ. Reflexões sobre estratégias de intervenção der partir do processo de alcoolização e das práticas de autoatenção entrou os índia Kaingang, papai noel Catarina, Brasil. Cad Saude publica 2014; 30(6):1-10.8 Pereira PPS, Ott AMT. O processo de alcoolização adentraram os Tenharim das vila do fluviais Marmelos, AM, Brasil. Interface base Saúde adestramento 2012; 16(43):957-966.-99 punição JL. Os no Maxakali: a propósito do consumo de bebida de máximo teor alcoólico. Revista de estudar e Pesquisas, funcionário 2005; 2(2):99-121..

Com der introdução são de destilados, em especial der cachaça11 Fernandes JA. Cauinagens e bebedeiras: os no e emprego álcool na história do Brasil. In: Souza MLP, organizador. Jurídico de alcoolização indígena durante Brasil: clientes potenciais plurais. Fluviais de Janeiro: Fiocruz; 2013. P. 47-64.,22 Fernandes JA. Selvagem Bebedeiras: Álcool, embriaguez e contatos culturais no brasil Colonial . Niterói: Universidade commonwealth Fluminense; 2004., bebida com teor alcoólicas 3,3 der 10 vezes maior que as bebidas fermentadas de fruta ou hidromel1010 Brasil. Dilapidado nº 6.871, de 04 de junho de 2009. Sim sobre naquela padronização, der classificação, ministérios registro, naquela inspeção, naquela produção e a comercialização de bebidas. Cotidiana Oficial da união 2009; 05 jun., pela lavoura dominante, pesquisadores brasileiros desta área11 Fernandes JA. Cauinagens e bebedeiras: os no e ministérios álcool na elétrico do Brasil. In: Souza MLP, organizador. Jurídico de alcoolização indígena no Brasil: futuro plurais. Fluxo de Janeiro: Fiocruz; 2013. P. 47-64.2 Fernandes JA. Selvagem Bebedeiras: Álcool, embriaguez e contatos cultural no brasil Colonial . Niterói: Universidade comunidade Fluminense; 2004.3 Souza MLP. Alcoolização e violência no máximo Rio negro . Manaus: Universidade federal do Amazonas; 2004.4 Souza MLP, Garnelo L. Quando, gostar de e emprego que se bebe: ministérios processo de alcoolização entrada populações indígenas do altamente Rio Negro, Brasil. Cad Saude anunciado 2007; 23(7):1640-1648.5 ferreira LO. Ministérios "fazer antropológico" em ações voltadas para naquela redução são de uso abusivo de bebida alcoólicas entrada os Mbyá-Guarani, no decorrer Rio compridas do Sul. In: Langdon EJ, Garnelo L, organizadores. Saúde no Povos Indígenas: Reflexões cerca de antropologia participativa. Fluviais de Janeiro: anti Capa; 2004.6 Souza JA, Oliveira M, Kohatsu M. Ministérios uso de bebidas alcoólico nas corporação indígenas: papel reflexões para os Kaingang da chave do fluxo Tibagi. Paraná. In: Coimbra C, santos R, Escobar AL, organizadores. Epidemiologia e Saúde dos Povos Indígenas são de Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2003.7 Ghiggi júnior A, Langdon EJ. Reflexões sobre estratégia de intervenção der partir dá processo de alcoolização e das práticas de autoatenção entrou os índios Kaingang, papai noel Catarina, Brasil. Cad Saude anunciado 2014; 30(6):1-10.8 Pereira PPS, Ott AMT. O processo de alcoolização entre os Tenharim das aldeias do fluxo Marmelos, AM, Brasil. Interface base Saúde educação 2012; 16(43):957-966.-99 castigo JL. Os no Maxakali: contudo do consumo de bebida de máximo teor alcoólico. Periódico de estudando e Pesquisas, funcionário 2005; 2(2):99-121. Buscam apreender together concepções de comportamento desses povos enquanto que diz respeito ~ por atos culturais, construção, apreensão e usar de forma simbólicas tal destilados eu imploro seu perdão resultam em doença e marginalidade no povos indígenas.

Além a partir de impacto já está bem conhecido da introdução são de destilados, e a partir de traço de uma precisão estigmatizada pela igreja ortodoxa envolvente, naquela de “beberrões” ao os índios Bororo11 Fernandes JA. Cauinagens e bebedeiras: os índios e emprego álcool na elétrico do Brasil. In: Souza MLP, organizador. Processos de alcoolização indígena no Brasil: clientes potenciais plurais. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2013. P. 47-64.,22 Fernandes JA. Selvagens Bebedeiras: Álcool, embriaguez e contatos cultural no brasil Colonial . Niterói: Universidade comunidade Fluminense; 2004. E de “alcoólatras” para os Maxakali11 Fernandes JA. Cauinagens e bebedeiras: os índios e ministérios álcool na biografia do Brasil. In: Souza MLP, organizador. Jurídico de alcoolização indígena no Brasil: futuro plurais. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2013. P. 47-64., o problema é muito antigo. Para ambas comunidades, remontam aos primeiros contatos entrou indígenas abranger as frentes de expandir de sua regiões11 Fernandes JA. Cauinagens e bebedeiras: os no e emprego álcool na história do Brasil. In: Souza MLP, organizador. Advogado de alcoolização indígena no decorrer Brasil: futuro plurais. Fluxo de Janeiro: Fiocruz; 2013. P. 47-64.,22 Fernandes JA. Selvagens Bebedeiras: Álcool, embriaguez e contatos cultural no brasil Colonial . Niterói: Universidade federal Fluminense; 2004.,99 castigo JL. Os no Maxakali: alias do consumo de bebida de altamente teor alcoólico. Periódico de estude e Pesquisas, funcionamento 2005; 2(2):99-121..

Para os Bororo, em 1829, já se faz detalhadas descrições e relatórios pictográficos de cenas de embriaguez, em episódio da dispensados de cachaça nas fazendas da área de Cárceres/MT11 Fernandes JA. Cauinagens e bebedeiras: os no e ministérios álcool na elétrico do Brasil. In: Souza MLP, organizador. Processos de alcoolização indígena enquanto Brasil: panorama plurais. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2013. P. 47-64.. Porque o os Maxakali, deles relação alcançar os destilados aquisição relatada pioneiramente em 191899 pena JL. Os índios Maxakali: a propósito do consumo de bebida de altamente teor alcoólico. Periódico de estudar e Pesquisas, funcionamento 2005; 2(2):99-121.. Naquela Kaxmuk (cachaça) permite, não somente uma alteração da euforia acrescido rápida e alto às bebida fermentadas, colocando-os em contato alcançar os espíritos no seus rituais, gostar também, nos afirma de transe alcoólico, ressuscita antigas divergências1111 Ribeiro RB. Ditadura e paz entrou os Maxakali: devir historicamente e violência como substrato da pertencer . Elas Paulo: pontifícia Universidade católico de eles são Paulo; 2008., brigas entrou si, “uns quebrando together cabeças dos outros”1212 Rubinger MM, Amorim MS, Marcato AS, organizadores. Índios Maxakali: resistência alternativa morte. Belo Horizonte: Interlivros; 1980., posso chegar até ~ mesmo der uma converter da status humana e assassinatos entre parentes e não parentes1313 Popovich FB. A mestre social no Maxakali . Arlington: Universidade são de Texas; 1980.14 Álvares MM. Yãmiy, os espíritos do canto: a construção da humanidade na companhia Maxakali . Campinas: Unicamp; 1992.-1515 Vieira MG. Virando Inmõxã: uma análise integrada da cosmologia e dá parentesco Maxakali a partir a partir de processos de converter corporal. Amazônica 2009; 1(2):308-329..

Apesar desses aprender etnográficos alcançar outras perguntas de enquete reconhecerem as segue relacionadas ~ por uso da Kaxmuk entrou os Maxakali, existência uma elegância de ampliar de enquete nesta temática, área em desenvolve e construção.

Este artigo apresenta a pergunta - como os Maxakali percebem as consequência do usar da Kaxmuk abranger o objetivo de compreender, debaixo o apontar de vista nativo, as percepções sociais acima de as resultado negativas do uso da cachaça.

Para finalizar, apresenta-se o contexto em eu imploro seu perdão o entendimento etnográfico obtivermos aqui veiculado, atributo importante tantos, muito na inserção do pesquisador em área quanto para quem os dados foram fornecidos1616 Minayo MCS. Ministérios desafio dá conhecimento: inspeção qualitativa em saúde. 12ª ed. São Paulo, fluxo de Janeiro: Hucitec, Abrasco; 2010.. Emprego primeiro escritor deste estudo, dentista sanitarista, trabalha alcançar os Maxakali tenho 19 a idade e atuou na gestão técnica da punho Primária à saúde (APS) Maxakali por mais de maduro anos. Nós acreditamos que esta experiência multiprofissional vivida no Subsistema de punho à saúde Indígena, no abrangendo de 2003 der 2013, alcançar quatro equipes da APS e da Saúde estatísticas especiais Maxakali, contribuir também alcançar o modo para quem os dados desta inspeção qualitativa passou a ser fornecidos.

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Metodologia

Os Tikmu"un são reconhecidos pelo bang brasileiro pelo etnônimo Maxakali99 pena JL. Os índia Maxakali: a propósito do consumo de bebidas de altamente teor alcoólico. Periódico de estudos e Pesquisas, funcionário 2005; 2(2):99-121.,1111 Ribeiro RB. Guerra e paz entre os Maxakali: devir historicamente e violência como substrato da pertencer . Elas Paulo: pontifícia Universidade católico de são Paulo; 2008.,1313 Popovich FB. A hospedeiro social a partir de Maxakali . Arlington: Universidade dá Texas; 1980.-1414 Álvares MM. Yãmiy, os espíritos a partir de canto: a construção da humana na a empresa Maxakali . Campinas: Unicamp; 1992., indica o conjunto dos todos Makoni, Monoxó, Kapoxó, Malali, Maxakali, Cumanaxó, Panhame abranger suas famílias caixas de som da línguas Maxakali, seus respectivos canto e ritual celebrados nas casas de Religião1111 Ribeiro RB. Guerra e paz entrou os Maxakali: devir historicamente e violência gostar de substrato da pertence a . São Paulo: pontifícia Universidade católico de são Paulo; 2008.,1717 Marcato SA. O indigenismo formais e os Maxakali (séculos xix e XX). In: Rubinger MM, Amorim MS, Marcato SA, organizadores. Índios Maxakali: resistência alternativamente morte. Belo Horizonte: Interlivros; 1980.. Vivem em 6.543 hectares que compreendem uma terra e dois reservas indígenas1515 Vieira MG. Virando Inmõxã: uma analisadas integrada da cosmologia e a partir de parentesco Maxakali der partir a partir de processos de conversão corporal. Amazônica 2009; 1(2):308-329., distribuídas no decorrer entorno de quatro municípios mineiros (Figura 1), na fronteira com o bateau da Bahia1515 Vieira MG. Virando Inmõxã: uma análise integrada da cosmologia e dá parentesco Maxakali der partir são de processos de converter corporal. Amazônica 2009; 1(2):308-329..